sábado, 13 de junho de 2009
Resenha do Filme Frida - Suzan Marcell
A história começa com Frida ainda adolescente, em 1925, quando ela e seu namorado espionavam o famoso muralista Diego Rivera enquanto ele desenhava uma modelo. Ao voltar para casa, um acidente de ônibus mudou sua vida: ela foi encontrada seminua entre os destroços, coberta de sangue e pó-de-ouro, empalada por uma barra de metal, que entrou por sua coxa esquerda e saiu por sua vagina, o que causou um ferimento profundo. Mas Frida lutou contra a dor com uma natureza transgressora.
Com a ajuda de seus pais, Kalho obteve os tratamentos devidos, assim como apoio por parte deles, ressaltando que isso é um elemento fundamental para que todo indivíduo portador de alguma deficiência seja incluído na sociedade. E assim essas pessoas se sentirão amparadas e poderão demonstrar o quanto são capazes e talentosas. No caso de Frida, seus traumas da coluna vertebral são expressos por meio de suas pinturas e expostas à sociedade, mostrando, dessa maneira, que ela podia realizar funções e ocupar lugares, partilhando aos outros um novo olhar como modelo principal: o dela mesmo. Os seus quadros retratam o sofrimento aliado a um lirismo e exotismo perturbador. Ela pintava autorretratos e debatia arduamente o papel da arte na sociedade. Apresenta uma versão feminina do movimento surrealista. E até impulsionou, junto com André Breton, o movimento na construção do Manifesto pela Arte. Destaca-se, então, que para o deficiente, com o apoio da família, é possível quebrar preconceitos e ter direito ao que é humano.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Resenha do Fime Amor Eterno (Aline)
Amor Eterno
O filme Amor Eterno, lançado na França em 2004 , por Jean Pierre Jeunet, mesmo diretor do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), traz em seu elenco artistas como Audrey Tautou, Gaspard Uliel, Marion Cottilard, Jodie Forter, entre outros.
Amor Eterno ganhou cinco prêmios no César, nas seguintes categorias: Melhor Atriz Coadjuvante (Marion Cotillard), Melhor Revelação Masculina (Gaspard Ulliel), Melhor Fotografia, Melhor Desenho de Produção e Melhor Figurino. Recebeu ainda outras sete indicações, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Audrey Tautou), Melhor Roteiro, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora e Melhor Som.
O filme retrata a luta da jovem Mathilde (Audrey Tautou) para reencontrar o seu grande amor, Manech (Gaspard Ulliel), condenado à morte por cometer a automutilação durante a I Guerra Mundial. Mathilde é uma jovem órfã, atingida desde a infância pela poliomielite, que provocou uma deficiência em sua perna.
Apesar de todas as evidências estarem voltadas para a morte de seu noivo, Mathilde não desiste do seu grande desejo de encontrá-lo. Ela passa por diversas situações e constrangimentos para conseguir o que de fato deseja e por fim consegue encontrar o seu amado.
Faz-se importante analisar a questão da poliomielite na época, pois não havia recursos suficientes para um diagnóstico apurado da doença assim como as campanhas de vacinação que são feitas atualmente. A poliomielite é uma doença causada por um vírus que gera paralisia, por vezes é mortal. Ela é mais comum em crianças e conhecida como paralisia infantil. Atualmente a doença está erradicada de vários países devido às campanhas de vacinação dirigida pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Através da vacinação universal, a doença pode ser erradicada completamente, pois o único incubador da doença é o ser humano.
Podemos perceber também que há no filme a presença de uma conceituação preconceituosa com relação à Mathilde, definindo-a como aleijada, ao invés, de pessoa com deficiência, um termo que era frequentemente utilizado até a década de 80.
Por fim, independente de uma pessoa possuir ou não uma deficiência, é necessário estarmos conscientes de que ela é uma pessoa perfeitamente capaz de lutar pelos seus sonhos e objetivos, é um ser humano como qualquer outro, constituído de sentimentos, força, coragem e esperança em relação às diversas situações existentes em sua vida.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
DEFICIÊNCIA - resultados benéficos da inclusão.
Rain Man (1988, United Artists) é um filme comovente. Nele o telespectador entra na vida de um homem autista (Dustin Hoffman) e seu irmão, Charlie Babbitt ( Tom Cruise), durante os dias em que estes passam juntos nos E.U.A. dos anos 80, quando vão saber da existência de um e de outro pela primeira vez.
Charlie, o irmão caçula é dono de uma vendedora de carros esportivos - até então ele se considerava filho único. Recebe a noticia de que seu pai, um homem viúvo de quem estava afastado há muito tempo por traumas na adolescência, acabara de morrer. Quando vai assinar os documentos relacionados a sua parte na herança, tem um surpresa: descobre que a maior parte desse dinheiro fora doada a uma instituição para pessoas com deficiências mentais. Ao tentar descobrir o motivo dessa doação tem uma surpresa ainda maior: a existência de um irmão mais velho, autista, internado nessa casa desde à infância de Charlie.
E quais foram as atitudes tomadas por esse caçula? Movido primeiramente pela cobiça, rapta seu irmão desse referido estabelecimento para tentar, aproveitando-se da deficiência do primogênito, apoderar-se da outra parte da herança. Mas, através disso, acaba apoderando-se é de outra coisa: de um passado totalmente desconhecido para ele. Tantas e tão preciosas evocações resgatam do esquecimento um modo de vida que era para Charlie, um self-made-man (homem de negocio) convicto, apenas um passado longínquo, que, graças ao irmão doente, faz com que volte a sorrir novamente, curtir a vida.
O filme, no entanto, guarda outras riquezas: por exemplo, o resultado da inclusão de um autista na sociedade; pois, Rain Man ficara, esse tempo todo, isolado em uma instituição com suas modalidades de exclusão. Se até hoje o autismo é considerado uma doença que representa um enorme desafio para médicos, educadores e familiares , naquele anos em que o filme fora lançado obviamente que a questão era menos discutida ainda.
Nesse sentido, a questão da inclusão de pessoas com deficiência pode ser analisada no longa, pois, como já dissemos, o efeito benéfico de que essa saída de Rain Man da instituição trouxe para Charlie, demonstra também que a interação apresenta efeitos positivos não somente nas atitudes dos portadores de deficiências, mas nas daqueles considerados normais.
Como resultado disso, podemos considerar que, quanto mais cedo a pessoa especial for estimulada pelo convívio com outras tidas como normais, melhor será o resultado quando adulto, tanto para ela quanto para os envolvidos nessa relação. Dessa forma, chegamos a inclusão dessa pessoas no ambiente escolar; o acesso à educação em idades precoces é um fator decisivo para compensar muitas das dificuldades que essas pessoas vivênciam em consequência de sua deficiência. E entre essas dificuldades, pelo menos na América Latina, está a da pobreza. Mesmo que alguns países, como o Brasil, contemple em suas legislações o atendimento a alunos com necessidades especiais, sabemos que isso não acontece na realidade.
Apesar disso e mesmo o autismo ser definido pela organização Mundial da Saúde como um distúrbio do desenvolvimento, sem cura e severamente incapacitante, pesquisador como Mantoan (1987/1991) comprovou experimentalmente que a solicitação do meio escolar resulta em benefícios para o desenvolvimento das estruturas lógicas concretas nos portadores de deficiência intelectual. E também, como dissemos, da troca de experiência e conhecimento que essa inclusão trás para os alunos normais.
Ainda com relação as dificuldades encontradas pelos deficientes, existe a pior delas: o preconceito. O filme evidência isso e o jogo de interesses de uma sociedade conservadora americana que tenta esconder seus doentes, como fizera o pai de Rain Man, relembrando uma pratica muito comum na idade média. No entanto, os Estados unidos se tornaram pioneiros nessa tarefa de inclusão, principalmente (ou providencialmente?!) no mercado de trabalho. Criaram a figura do jobcoach, pessoa capacitada que primeiramente analisa a estrutura do ambiente do trabalho e suas tarefas, para depois treinar o autista até que este consiga desempenha-la de forma independente.
Outra e não menor riqueza no filme é a bem acertada interpretação por parte dos atores, Dustin Hoffman, como Rain man e Tom Cruise como Charlie . Hoffman, a exemplo do que já fizera no papel do peculiar Louis Degas em Papillon consegue encarnar uma pessoa portadora de deficiência sem recair em modelos caricatos. O resultado não poderia ser diferente: o longa, embora traga a tona um assunto tão dramático, tem passagens divertidissímas que acaba constituindo um ótimo filme para assistir com a família.
domingo, 31 de maio de 2009
Resenha filme. Aluna: Maria Andreatta Barros
Forrest Gump – o contador de histórias, filme gênero drama, ganhou seis Oscars, melhor ator para Tom Hanks, melhor diretor para Robert Zemeckis, melhor efeitos visuais, melhor edição, melhor fotografia, melhor adaptação. Fazem parte do elenco os atores Tom Hanks, Robin Wright, Gary Sinise, Mykelti Williamson e Sally Field.
A história começa com Forrest sentado em banco de ponto de ônibus contando para algumas pessoas suas aventuras no mundo. A história contada pelo personagem retrata suas experiências vividas em várias épocas, como a Guerra do Vietnã, a segregação racial, os atentados a presidentes americanos, o movimento hippie e seus encontros com personalidades famosas como Elvis Presley, John Kennedy, Richard Nixon, John Lennon e Lyndon Johnson. Ele era um homem encantador e apaixonado por sua melhor amiga, Jenny (Robin Wright).
A história conta a vida de um homem com limitações mentais, sofreu preconceitos, discriminado, não foi aceito por muitas pessoas. Ultrapassou essas barreiras, lutou pelo seu espaço e provou sua capacidade de vencer. Com um QI abaixo da média, Gump provava aos outros e a si mesmo que era capaz de realizar muitas coisas. Umas das cenas mais belas do filme é o encontro de Forrest com seu filho, descobre que ele não possui suas limitações.
O filme começa com uma pena voando e termina da mesma forma. A nossa vida é como essa pena, ninguém sabe o que vai acontecer. Gump dizia: “A vida é como uma caixa de chocolates, você nunca sabe o que vai encontrar”. As diferenças das pessoas devem ser respeitadas e preservado o direito delas terem seu espaço na sociedade, o que começa na escola, onde é o primeiro contato com a sociedade em que vive.
As leis que regem a educação a respeito da escola inclusiva, definem como dever do governo proporcionar o acesso das pessoas com deficiências físicas ou mentais, à educação. Segundo o governo é um direito de todos, porém, há muito que ser feito para garantir este direito, como a capacitação de professores e funcionários, a acessibilidade à escola e uma conscientização dos alunos para uma melhor interação entre todos.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Menina de Ouro - Resenha Inclusão
Aluna: Roberta Flavia Ramos 5 LIAN
“Menina de Ouro” é um drama surpreendente, dirigido por Clint Eastwood, ganhador do Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante. Além da direção do filme, Clint Eastwood também atua na trama com uma interpretação grandiosa, dando vida a um treinador de boxe de meia idade.
Maggie é uma mulher com de 30 anos que sonha com a carreira de lutadora de boxe. Ao conhecer Frankie Dunn, treinador de grandes lutadores, vê nele a possibilidade de alcançar seu objetivo, porém ele se recusa a treiná-la por ser ela mulher e por já estar em idade avançada para iniciar carreira. Após muita persistência, ela consegue que ele a treine e no auge de sua carreira sofre um grave acidente que a impede de continuar com sua vida.
Podemos verificar que a trama vivida por Maggie de maneira fictícia é a realidade de muitas pessoas que de um momento para outro se vêem numa situação irreversível, como uma tetraplegia, cegueira, amputação de algum membro, entre outros, e que passam a ter que conviver com essa nova realidade que lhes foi imposta. A inclusão social busca diminuir este distanciamento que inevitavelmente acontece, algumas vezes por escolha do próprio deficiente, outras pela família que esconde a deficiência e pela maioria da população, que não sabe conviver com as diferenças e exclui aquele que não é igual aos demais. No caso do filme, Maggie, com ajuda de seu treinador e amigo, desiste de viver e pede ajuda para se matar. E esta não é uma realidade distante de nós, pois sobreviver em uma sociedade que despreza alguém pelas suas diferenças não é algo que incentive alguém a viver.
Por isso, como futuros professores devemos mais do que todos aceitar e conviver de maneira harmoniosa com as diferenças e trabalhar com cada um de acordo com suas limitações, mostrando que cada pessoa tem seu valor pelo que é.